1.8.06

Pudesse eu viver sem os teus olhos de fósforo e afinal descansar.

Deitar-me sobre as folhas caídas dos fetos arbóreos migalhas de bolacha sobre a pele atraindo as formigas.

Pequenas cócegas.

Pudesse atravessar outro corredor que não me leve ao teu incêndio e abrir a porta para uma piscina de água muito muito doce.

Incongruente como um sonho daqueles que regressam.

Pudesse eu apagar esses lábios e desenhar outros com aqueles lápis de borrachinha na ponta mordiscada pelos nervos.

Esses anões de passinhos rápidos invisíveis correndo entre as tuas pernas.

8 Comments:

Blogger RAA said...

Muito interessante.

10:19 da tarde  
Blogger maria said...

Que bom, João. Ler um poema teu, como o de hoje, é sempre uma excelente forma de começar o dia.

Bjos.

9:45 da manhã  
Blogger MySelf said...

De facto, sempre que passo por aqui, tenho o prazer de poder apreciar boa escrita!

3:08 da tarde  
Blogger Sofia Loureiro dos Santos said...

Gostei muito.

8:47 da tarde  
Blogger Graça said...

Normalmente, começo por ler os textos daqui sem ver a autoria, a tentar adivinhar de quem é. Desta vez acertei novamente. Um Villalobos autêntico, sem dúvida.

10:10 da tarde  
Blogger João Villalobos said...

Obrigado a todas pelos comentários queridos. E ao Ricardo, tb. :)

6:56 da manhã  
Blogger Cristina Leimart said...

Caro colega de blog

Ainda não tinha tido oportunidade de comentar os seus escritos. Gosto muito deste.
C.

10:45 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

That's a great story. Waiting for more. »

7:57 da tarde  

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