19.3.06

Assim como as heras deixam, depois de arrancadas,
na parede a sua sombra. Assim na minha pele.

Um desenho.
Muito, muito parecido com o teu rosto pela manhã.

Assim como o navio contorna um promontório,
com a gravidade dos naufrágios. Assim na minha pele.

Assim com amorosa cautela as tuas mãos.
...E o Sol dentro da luz. E a luz, dentro dos teus olhos.

10 Comments:

Blogger Ricardo António Alves said...

Meu caro: isto é do melhor que tenho lido da tua lavra.

11:39 da tarde  
Blogger João Villalobos said...

Muito obrigado! É a tentativa de vir, um dia, ser incluido na «Antologia Improvável» :)
Grande abraço!

12:22 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Que delicia...a tatuagem, a luz!

12:51 da manhã  
Blogger SDF said...

WOW! Standing Ovation!

Agora é a minha vez de dizer que gostei. Sinceramente. Inesperadamente, logo assim à entrada! Se o resto do blog tiver o mesmo nível, o prazer de o ler não será em nada, minúsculo! ;-)

2:24 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Um suave, doce e sereno cheiro a maresia. Sinto-me deliciosamente embalada por um barco à vela. Adorei.

2:25 da tarde  
Blogger Maria Carvalhosa said...

João,
a tua poesia, brilhante que já era, está mais luminosa de dia para dia.
Um beijo.

3:41 da tarde  
Blogger L. Rodrigues said...

Se não fossem as metáforas havia muitas coisas que não podiam ser partilhadas.

5:38 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Lindo, lindo, lindo.

10:08 da tarde  
Blogger João Villalobos said...

Só agora, tarde e a más horas, vi os vossos comentários. Obrigado mais uma vez. Muito.

10:50 da tarde  
Blogger Clotilde S. said...

Assim como os últimos são os primeiros, acredito que os minúsculos são os maiúsculos!

Um magnífico poema num blog cheio de grandes prazeres.Parabéns a si e a todos!

6:09 da tarde  

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