Homenagem a Lorca
PREGUNTAS PARA LHE FACER EM VOZ ALTA A FEDERICO GARCÍA LORCA, IRMÁN
Ai Federico García! Ai Federico! Que te apartou do acolhedor refúgio da tua estirpe? Como foste acovilhar no tobo da ignomínia? Que te levou a rejeitar o fío vermelho que Ariadna te tendera? Que te levou a Granada?
Diz, Federico García. Que estranho instinto te fixo confiar em Minotauro? Quantas noites de lua para distinguir o urro da quimera do canto das sereias? De onde apareceu a fúria ancestral que rachou a geometria do teu corpo?
Ai Federico García! Ai Federico! Que se sente quando os fuziles percutem nas tuas costas? Que quando as balas laceram a tua pele de óleo e caramelo? Que após do estourado, do reverso da ração, da vértebra que secciona o centro e as cisternas? Que te esperava após do golpe imóvel, do sangue as gurgulhadas?
Diz, Federico García, com os teus versos inchados de alecrim e de mapoulas, de reflexos e luares, de sangue e caraveis: A que ule a incandescência do corpo queimado pela pólvora? A que arrecende a traição dos bem amados?
Eu quisera saber, Federico, percebes, Federico, a opacidade do diamante, o voo do colibri, as imagens que passaram trás das pálpebras. Eu quisera saber, Federico, que paixões, que escrituras, que delicias guardavam nas gavetas do cérebro?
Eu quisera saber, ai Federico! Quisera saber, mas é tarde.
Ai Federico García! Ai Federico! Que te apartou do acolhedor refúgio da tua estirpe? Como foste acovilhar no tobo da ignomínia? Que te levou a rejeitar o fío vermelho que Ariadna te tendera? Que te levou a Granada?
Diz, Federico García. Que estranho instinto te fixo confiar em Minotauro? Quantas noites de lua para distinguir o urro da quimera do canto das sereias? De onde apareceu a fúria ancestral que rachou a geometria do teu corpo?
Ai Federico García! Ai Federico! Que se sente quando os fuziles percutem nas tuas costas? Que quando as balas laceram a tua pele de óleo e caramelo? Que após do estourado, do reverso da ração, da vértebra que secciona o centro e as cisternas? Que te esperava após do golpe imóvel, do sangue as gurgulhadas?
Diz, Federico García, com os teus versos inchados de alecrim e de mapoulas, de reflexos e luares, de sangue e caraveis: A que ule a incandescência do corpo queimado pela pólvora? A que arrecende a traição dos bem amados?
Eu quisera saber, Federico, percebes, Federico, a opacidade do diamante, o voo do colibri, as imagens que passaram trás das pálpebras. Eu quisera saber, Federico, que paixões, que escrituras, que delicias guardavam nas gavetas do cérebro?
Eu quisera saber, ai Federico! Quisera saber, mas é tarde.

Para LORCA a alma do poeta deve ser o instrumento de percussão dos cinco sentidos corporais... É essa alma que gostaria de "escutar" nos acordes derradeiros daquela panóplia de sentidos que nós sabemos que ele foi? O seu poema é muito interessante e tem "momentos" muito bons.Entendi dizer-lho.
Cara Maria de Lurdes,
Será por acaso a mãe do meu amigo Artur? Se assim for, envio-lhe um grande beijo de parabéns. Se não, aceite-o na mesma.
Com admiração
João Villalobos : convido-o a visitar o blog Sinestesias.Aí verá que não sou mâe de ninguém,embora pudesse muito bem ser avó de quase todos os seus amigos...Gostei do vosso blog,no acaso destes encontros de "exploração" da net. Voltaremos a falar,assim o espero. Maria de Lourdes Beja
Muito obrigado pelos seus comentarios. Por certo, parabens pelo "Sinestesias", maria Lourdes. Já eu quixera chegar lá com isse ánimo.
Um abraço
Queipo